
Os KAWESKAR são um povo nômade, navegadores pequenos e magros, que vivia nos canais da Patagônia chilena, entre o Golfo de Penas e o Estreito de Magalhães, mas chegavam facilmente às ilhas que ficam a oeste da Terra do Fogo. Seu nome significa “PESSOA” ou “SER HUMANO”.

A canoa e
ra a peça mais importante e apreciada de seu patrimônio material. Fabricada em madeira cinza de coique – árvore perene que nasce no sul do Chile -, media cerca de 8 ou 9 metros. Grande o suficiente para acomodar toda a família.
Vestiam-se com uma capa de pele de foca, que lhe cobria os ombros e as costas, amarrada ao pescoço com tiras de couro ou fibra. Essa roupa os deixava sempre secos, naqueles canais de mar agitado. A evangelização e, posteriormente, a aculturação os obrigou a trocar essa roupa pelas européias, que se mostraram muito inadequadas, uma vez que ficaram sempre muito molhadas. Essa mudança aumentou o número de qawásqar com problemas de saúde – particularmente respiratórios –, provocando muitas mortes.

Suas ferramentas eram de pedra, madeira, osso de baleia e concha de mariscos. Confeccionavam arco e flecha, fundas, arpões e facas para trabalhar com os troncos com os quais faziam suas canoas. Usavam fibras vegetais e animais para confecção de cestos e canastras. O metal só foi conhecido através do contato com os brancos.

Acredita-se que os Kaweskar tenham chegado àquela região em torno de 6.000 anos atrás. O primeiro contato com os europeus colonizadores foi no século XVI, quando então eram certa de 2.500 a 3.000 pessoas. No fim do século XVIII, sua região foi invadida por grande quantidade de barcos baleeiros inglês e norte americanos, trazendo doenças e causando um grande desequilíbrio à sociedade Kaweskar. Na segunda metade do século XIX, os Salesianos conseguiram autorização de fundar uma Missão na Ilha Dawson, com o propósito de evangelizar os Kaweskar, dando início a um processo de assimilação cultural e transformação de hábitos ancestrais daquele povo. Em 1900 não eram mais que 1.000 Kaweskar; em 1924, restavam apenas 240.

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